Atualizado 14/03/2018

Técnica tem 96% de eficiência na cura de vários tipos de câncer

Foram feitos testes em ratos e o resultado é animador.

Células mutantes com código genético modificado são a base na formação de um tumor. As proteínas produzidas por essa células chamam a atenção do sistema imunológico, desencadeando o processo de defesa do organismo como envio dos glóbulos brancos para combater a ameaça. Mas a defesa fica prejudicada quando o tumor inicia o processo bioquímico que paralisa os glóbulos brancos, ou seja, eles ficam lá, prontos para atacar e eliminar o tumor, mas ficam “paralisados”.

A descoberta de substâncias que podem ativar o sistema imunológico frente ao câncer, está animando a comunidade científica. Conforme os estudiosos desse novo processo para descobrir novas formas de combater a terrível doença radioterapia e quimioterapia são tratamentos importantes e altamente recomendados, mas se for possível “acordar” os glóbulos brancos e deixar eles agirem, o tratamento fica muito mais fácil.

Conforme matéria publicada na revista Superinteressante, “esse truque está prestes a sair do papel. Pesquisadores da Universidade Stanford descobriram dois agentes que, quando injetados diretamente em um tumor, fazem as células de defesa do paciente que já estavam lá retomarem o combate” diz a matéria.

Não se deve confundir a nova técnica com imunoterapia,  que também tem certa eficiência. Em uma forma de imunoterapia, são retirados glóbulos brancos do corpo e com engenharia genética é feito o processo de “acordar” eles para então injeta-los novamente no paciente. Em outra técnica, ativa-se o sistema imunológico inteiro, com possíveis efeitos colaterais. A nova técnica é mais efetiva porque vai “direto ao ponto”, tratando-se dos glóbulos brancos que já estão no tumor.

Ronald Levy, professor de oncologia e pesquisador chefe do projeto publicado na Science, diz que “Todos esses avanços da imunoterapia estão mudando a prática médica, mas a nossa abordagem não exige a ativação completa do sistema imunológico nem a customização das células imunes do paciente. Nós aplicamos quantidades muito pequenas de dois agentes uma única vez, e eles estimulam só as células de defesa que já estão dentro do tumor [atraídas por suas proteínas]”.

 

Os cientistas ficaram animados com o primeiro teste. 90 ratos que tinham linfoma (câncer no sistema linfático), foram submetidos à nova técnica. 87 deles foram curados já na primeira tentativa, os outros 3 na segunda aplicação. Outros animais com melanoma, câncer de mama e câncer colorretal também conseguiram resultados ótimos em uma ou duas aplicações. “Eu não acho que há limites para o tipo de tumor que nós poderíamos tratar. Basta ele ter sido infiltrado pelas células de defesa”, resume Levy.

Dos dois agentes utilizados no estudo, um está aprovado para uso em humanos e o outro está prestes a ser liberado, pelo êxito em diversos testes clínicos. Se comprovado que a técnica funciona tão bem para humanos quanto para ratos, é provável que em breve possa ser utilizada para tratamentos nos hospitais.

Fonte: Clic RDC
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